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” AS REDES SOCIAIS ESTÃO DILACERANDO A SOCIEDADE”, DIZ UM EX-EXECUTIVO DO FACEBOOK

Chamath Palihapitiya lamenta ter participado da criação de ferramentas que destroem o tecido social

EXCLUSIVO: AMIGO DE MORO APAGA RASTRO DE SUAS MARACUTAIAS NO CASO TACLA DURÁN

Dentro da série sobre a indústria da delação premiada da Lava Jato, feita em conjunto pelo Jornal GGN e o DCM, um vídeo de Joaquim de Carvalho, analisando declarações de Tacla Durán, na CPMI, que envolvem o primeiro amigo de Moro, Zucolotto e suas ações como advogado de ligação. Outras matérias da série podem ser vistas aqui.
Dentro da série sobre a indústria da delação premiada da Lava Jato, feita em conjunto pelo Jornal GGN e o DCM, um vídeo de Joaquim de Carvalho, analisando declarações de Tacla Durán, na CPMI, que envolvem o primeiro amigo de Moro, Zucolotto e suas ações como advogado de ligação. 
Jornal GGN – Na série especial “A indústria da delação premiada”, uma parceria entre Jornal GGN e DCM”, Joaquim de Carvalho aborda o depoimento de Rodrigo Tacla Durán na CPMI do Congresso. O advogado, que Sergio Moro quer esquecer que existe, dá as coordenadas para a Comissão da atuação de Zucolotto, primeiro amigo do juiz de piso.
Tacla Durán, na CPMI, relatou episódios envolvendo Zucolotto, situações graves que merecem uma investigação cuidadosa, pois que configuram crime.
Joaquim relata parte de sua conversa com Tacla Durán, em Madri, que dá corpo às declarações na CPMI.
Veja o vídeo a seguir.

 

JOAQUIM DE CARVALHO ” DIÁRIO DO CENTRO  DO MUNDO” / JORNAL GGN”

TUCANOS RECONHECEM O DIREITO DE LULA PARTICIPAR DA ELEIÇÂO

 

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Jornal GGN – O jornalista Kennedy Alencar publicou artigo, nesta segunda (11), avaliando que o PSDB reconheceu que Lula tem o direito de disputar a presidência em 2018. Ele citou discursos feitos por Fernando Henrique Cardozo e Geraldo Alckmin, afirmando que preferem ver o petista derrotado nas urnas do que pela Justiça.

“(…) com essas manifestações públicas, os tucanos vão legitimando a candidatura do ex-presidente. Na prática, FHC e Alckmin reconheceram o direito de Lula disputar a Presidência”, diz Alencar.

“Se até tucanos admitem que seria melhor Lula disputar, uma eventual exclusão do petista da eleição pela Justiça tenderá a transformar o ex-presidente em vítima e poderá aumentar o potencial de transferência de voto dele para outro candidato do campo da esquerda”, acrescentou.

Ainda segundo a opinião de Alencar, Alckmin subirá o tom de agressividade em seus discurso, no intuito de recuperar uma parcela do eleitorado de direita do PSDB que agora tem preferência por Jair Bolsonaro.

Por Kennedy Alencar

Ao dizer que quer vencer Lula na urna, PSDB legitima candidatura

Ao assumir a presidência do PSDB, no sábado, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, destoou do tom cordial que marca sua carreira política. O tucano atacou duramente o ex-presidente Lula.

A fala teve um grau de agressividade bem acima do que é usual nas manifestações do governador. Lembrete: em 2006, quando disputou o segundo turno contra Lula, Alckmin também vestiu um figurino mais hostil.

Para as eleições de 2018, essa atitude tem o objetivo de tentar tirar espaço de Jair Bolsonaro e polarizar com Lula. Acontece que Bolsonaro fica mais confortável num estilo agressivo.

Parcela dos eleitores do deputado federal do PSC já votou no PSDB em eleições presidenciais passadas. É um segmento de extrema-direita que sempre existiu no Brasil e que, por inércia, optou por tucanos como José Serra nas eleições de 2002 e 2010, Aécio Neves em 2014 e o próprio Alckmin em 2006. Agora, esse segmento, muito ativo nas redes sociais, tem um candidato para chamar de seu.

A radicalização do discurso do PSDB desde 2014 abriu espaço para Bolsonaro. Alckmin tenta recuperar parcela desses eleitores. Mas será tarefa dura.

No principal cenário da última pesquisa Datafolha, o governador paulista teve apenas 6% de intenção de voto. É pouco para quem já disputou a Presidência e governa o principal Estado do país. Bolsonaro marcou 17% nesse cenário. Há uma distância grande hoje que Alckmin ainda precisa percorrer para polarizar com Lula.

*Riscos eleitorais

Publicamente, os tucanos não querem demonstrar que temem Lula. Daí dizerem que preferem ganhar do petista na eleição do que vê-lo retirado do páreo pela Justiça. FHC afirmou que preferia derrotar Lula nas urnas. Alckmin foi na mesma linha.

Pode ser apenas um discurso da boca pra fora, mas, com essas manifestações públicas, os tucanos vão legitimando a candidatura do ex-presidente. Na prática, FHC e Alckmin reconheceram o direito de Lula disputar a Presidência.

Se até tucanos admitem que seria melhor Lula disputar, uma eventual exclusão do petista da eleição pela Justiça tenderá a transformar o ex-presidente em vítima e poderá aumentar o potencial de transferência de voto dele para outro candidato do campo da esquerda.

Alckmin também fez um aceno para o presidente Michel Temer e partidos da atual base do governo, dizendo que a atual administração realiza reformas importantes. Esse é outro campo minado para Alckmin.

Se se aproximar demais do governo, poderá fazer uma aliança com partidos que apoiam Temer e, assim, obter mais tempo de propaganda eleitoral e formar palanques mais fortes nos Estados. Porém, poderá se contaminar com a impopularidade da atual gestão.

Adversários vão carimbar Alckmin como candidato governista, porque o PSDB apoiou o impeachment e deu suporte ao governo Temer. É uma fantasia o ex-governador Alberto Goldman, que presidiu o partido interinamente, dizer que o PSDB não entrou no governo Temer e que, na realidade, ainda estaríamos na gestão Dilma porque o atual presidente era vice da petista.

O senador Aécio Neves, que saiu vaiado da convenção pela porta dos fundos, lembrou que o PSDB condicionou o apoio ao governo Temer à adoção de uma agenda de reformas que hoje parte da bancada tucana não que votar, como as mudanças na Previdência. Logo, não será fácil para Alckmin estar colado nem descolado do governo Temer.

KENNEDY ALENCAR ” BLOG DO KENNEDY” ( BRASIL)

COMO LULA VAI GOVERNAR ENFRENTANDO A MÍDIA, O JUDICIÁRIO E O MERCADO ?

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FOTO DE ROBERTO STUCKER

Jornal GGN – O jornalista Ricardo Kotscho publicou artigo nesta segunda (11) apontando que o fim do governo Temer e as eleições de 2018 viraram as duas grandes incógnitas na cabeça do eleitorado. Ninguém sabe ao certo se a reforma da Previdência será aprovada ou não. Da mesma forma, a resistência da candidatura de Lula ainda não está clara. E mesmo que ele fosse eleito, indaga Kotscho, como poderia governar em meio ao conluio mídia-Judiciário-mercado?

“Ainda que consiga chegar vivo até a urna eleitoral, a outra questão que se começa a colocar é como Lula conseguiria governar enfrentando a grande aliança formada contra ele pelo mercado e pela mídia, com o amparo do Judiciário”, escreveu. “Desta vez, no centro do debate estarão as reformas, já que sobrou muito pouco para ser privatizado pelo próximo governo”, acrescentou.

Por Ricardo Kotscho

No Balaio do Kotscho

Lula será candidato? Previdência vai passar? Ano termina como começou

2017 certamente será registrado pelos historiadores do futuro como um dos anos mais medíocres e melancólicos desde que o Brasil existe.

O ano está terminando como começou, aos trancos e barrancos, com as mesmas dúvidas e incertezas sobre o que virá.

Aonde você vai, ouve as mesmas perguntas: a Justiça vai deixar Lula ser candidato? A Reforma da Previdência vai passar?

É como se tudo dependesse destas duas questões centrais para poder planejar 2018. Enquanto as respostas não chegam, fica tudo empacado, nebuloso, sem perspectivas.

Pelo que se lê no noticiário, Lula não escapa de ser condenado pela Justiça e impedido de ser candidato.

É curioso porque neste final de semana, na convenção tucana, FHC e Alckmin repetiram que preferem enfrentar Lula nas urnas para derrotá-lo do que ver o petista condenado.

Como chave de ouro, entregou-se o destino da Previdência nas mãos do novo chefe da articulação política, Carlos Marun, aquele da tropa de choque de Eduardo Cunha, que já garantiu a sua aprovação, custe o que custar, e está custando caro.

Falou-se desta reforma o ano inteiro como única solução para estancar a sangria dos cofres públicos, o pau da barraca do ajuste fiscal. O resultado é que, caso algum arremedo ainda seja aprovado, o preço poderá ser um aumento ainda maior no rombo fiscal.

Henrique Meirelles joga tudo na reforma para ser o candidato do governo, mas nem o governo bota fé nisso diante dos primeiros movimentos do ministro da Fazenda mostrando que não é do ramo.

Meirelles começou a semana passada, com o campo deixado livre por Doria e Huck, cantando de galo e dando um chega para lá em Alckmin e no PSDB, e acabou miando diante da reação.

“Jogando parado”, como gosta de dizer, o governador paulista lançou as tranças para o presidente Temer e o PMDB e bateu duro em Lula e no PT, para se tornar o esperado candidato do Centrão governista, juntando novamente PMDB e PSDB.

Aos poucos, o cenário vai se clareando, com Alckmin e Meirelles de um lado, como candidatos da situação, e Lula e Ciro Gomes, de outro, Marina Silva no meio e Bolsonaro correndo por fora na extrema direita.

Após uma primeira peneirada, foi o que sobrou para 2018, com tudo ainda dependendo se Lula poderá ou não ser candidato.

Ainda que consiga chegar vivo até a urna eleitoral, a outra questão que se começa a colocar é como Lula conseguiria governar enfrentando a grande aliança formada contra ele pelo mercado e pela mídia, com o amparo do Judiciário.

Desta vez, no centro do debate estarão as reformas, já que sobrou muito pouco para ser privatizado pelo próximo governo.

Resta apenas saber o que sua excelência, o eleitor, pensa de tudo isso. Nos mil acertos que estão sendo feitos, é bom não esquecer dele.

E assim iniciamos mais uma “semana decisiva”, que na verdade só começará na quinta-feira, quando começarem a discutir a reforma previdenciária no plenário da Câmara.

Vida que segue.

RICARDO KOSTCHO “BALAIO DO KOSTCHO” ( BRASIL)

O QUE VAI BEM, TEMER ?

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Ontem, em Buenos Aires, o senhor Michel Temer não se acanhou em roubar os versos de Vandré: ““Para não dizer que não falei de flores, quero dizer que a reforma da Previdência vai muito bem”.

Vai, não é?

Tanto que necessita da maior operação de compra de votos na Câmara, que custou, até agora – segundo cálculos do insuspeito Estadão, a bagatela de R$ 43 bilhões em “bondades” com o dinheiro público.

Finanças públicas que estão arrasadas pela recessão, com déficits de R$ 160 bilhões por ano, e que, alegam ele e a grande imprensa, têm de ser “salvas” com a ruína dos atuais e futuros aposentados.

Além da compra, as ameaças sobre os que teimam em recusar a tunga dos direitos segue a todo vapor, forçando os partidos a enfiarem um “voto fechado” goela abaixo de suas bancadas. Mas não nas palavras de Temer, que acha que os partidos estão “entusiasmados para eventualmente fecharem questão”.

Entusiasmados? Constrangidos, diria melhor do que se passa. Na semana do lançamento de sua candidatura, o já insosso Geraldo Alckmin tem de carregar o amargo jiló de apoiar a reforma, ganhando “de quebra” a feição de “candidato do Temer” e, para desespero dos “cabeças pretas” tucanos, mantendo, na prática, o PSDB no Governo.

Vai tão bem que Temer precisou mobilizar o “homem do Cunha”, Carlos Marun, para levar sua truculência à negociação com os deputados.

O jogo pesado, claro, conta com a cumplicidade dos colunistas da grande mídia, embora reste-lhes um resíduo de pudor em verem-se engajados numa batalha ao lado de tão tosca companhia.

Temer não se acanha em anuncia que, até às eleições, será a política de terra arrasada. Anuncia que os leilões de privatização se atropelarão e que venderá a Eletrobras em pleno processo eleitoral. Como lhe falta apoio no Congresso, seus agentes falam até numa venda de “varejo”, como um saldão de encerramento do governo:

A privatização encontra resistência na Câmara e no Senado, inclusive de membros da base do governo. “Se ela não ocorrer, vende-se usina a usina”, diz o nomeado de Temer para liquidar a empresa, Wilson Ferreira Júnior, à Folha.

Temer não é apenas um velhaco, é uma peste, que contamina todo organismo nacional, arrastando consigo o parlamento, os partidos, o Judiciário, a máquina pública e a mídia.

Quem permanecer perto dele trará esta cumplicidade como uma chaga, talvez pior do que aquela que Sarney deixou em homens como Ulisses Guimarães e Aureliano Chaves, reduzidos a cacarecos nas eleições de 1989.

 

FERNANDO BRITO ” BLOG TIJOLAÇO” ( BRASIL)