NEM O PAPA QUER VER TEMER

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É engraçado, eu andei pensando que certas coisas não cabem discussão. Por exemplo, a água do mar é salgada, qualquer mar do mundo. Sol esquenta. Chuva molha. Não dá pra discutir a ilegitimidade de Michel Temer. Evidente, concreto, ele é Ilegítimo. Até aí não contei novidade nenhuma, agora, o que me surpreendeu foi a entrevista que o Ilegítimo deu a TV Bandeirantes. Porque não a Globo? Vai saber.

Aí num ataque, que até agora eu não entendi se foi de candidez, de ingenuidade, uma súbita síncope de carência de inteligência, um vácuo de caráter, não entendi, ele admite com todas as letras o golpe, a traição. Claro que ele diz com as mãozinhas que eu não sei fazer, graças a deus! Ele diz que não teve nada a ver com isso. Dir-se-ia que foi surpreendido. Aí o Eduardo Cunha, por assim dizer, atual habitante de uma cela em Curitiba, mas na época cúmplice dele, diz que não, não Temer eu te avisei dois dias antes, você viu, você aprovou. Que coisa!

Eu acho que essa conspiração, claro que não vai mudar nada, quem foi omisso naquele momento, omisso continuará sendo, mas eu confesso que eu ando me divertindo um pouco com essa tragédia brasileira. Eu hoje, finalmente, eu li uma coisa que me surpreendeu, pro bem. O Papa Francisco, educadíssimo, usando linguagem de Temer, declina de um convite do Ilegítimo, alegando falta de agenda.

Teria sido um gesto diplomático, de inteligência de um governo onde falta diplomacia e falta inteligência fazer uma sondagem antes de formalizar o convite. Mas o Temer formalizou. Muito bem, educadamente, o Papa alegou excesso, agenda carregada. Eu imagino que a agenda dele seja mais carregada que a minha e a de todos vocês juntos. Mas aproveitou e além de declinar do convite, ele aproveitou para lamentar a situação brasileira.

Lamentar a troca, daquilo que o Darcy Ribeiro dizia, a troca do interesse das elites do capital pela esperança e a possibilidade do povo. O Papa botou o Temer em seu devido lugar. Coisa que as mais altas instâncias da Justiça brasileira não souberam ou não quiseram fazer. E aí ele vem e confessa: foi conspiração, foi traição, foi golpe. Que coisa, né. Pois é, não dá pra duvidar da ilegitimidade de Michel Temer.

ERIC NEPOMUCENO ” BLOG NOCAUTE” ( BRASIL)

 

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