A ÚLTIMA COLUNA DE CARLOS CHAGAS: ” NEM TODOS VOLTARÃO”

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Carlos Chagas completaria 80 anos em maio. Nos últimos de sua carreira atuou como comentarista político do SBT e outras emissoras

Dos 28 ministros do presidente Temer, 18 são parlamentares. Estão todos demitidos, obrigados a reassumir seus mandatos de deputado ou senador. A obrigação deles não é apenas votar as reformas previdenciária e trabalhista, de acordo com os projetos do governo: devem garantir os votos de suas bancadas, comportando-se como líderes. Ainda não há data fixa para as votações, coisa que prenuncia tempo razoável para voltarem a ser ministros. Por enquanto a pergunta não diz respeito a quando voltarão a seus ministérios, mas se todos voltarão. Porque muita gente sustenta não existir melhor oportunidade para o presidente reformular sua equipe. Aprovadas as reformas, por que não buscar na sociedade civil as melhores expressões de cada setor? Senão desfeita, a base parlamentar do governo terá cumprido seus compromissos.

Duvida-se de que até Michel Temer vacilará se lhe pedirem para referir de bate-pronto o nome de todos os seus ministros, bem como os partidos a que pertencem e as metas de cada ministério.

Abre-se agora, para o governo, a etapa da eficiência administrativa, capaz de estender-se até o fim do ano. Depois, num terceiro tempo, será hora de cuidar da sucessão presidencial. Temer não será candidato, ainda que disponha da prerrogativa de disputar um novo mandato. A premissa será de que o PMDB está no páreo, mesmo carente de candidatos. Poderá ser Henrique Meirelles, se a retomada do crescimento econômico obtiver sucesso. Por que não Roberto Requião, mais do que uma rima?

Em suma, a prioridade são as reformas, mas depois delas garantidas, como parece, o governo cuidará de suas estruturas. Sendo ano que vem um ano eleitoral, nem todos os ministros ficarão aborrecidos se não retornarem.

CARLOS CHAGAS ” BLOG DIÁRIO DO PODER” ( BRASIL)

MORRE AOS 79 ANOS O COLUNISTA CARLOS CHAGAS

 

O jornalista Carlos Chagas, de 79 anos, morreu nesta quarta-feira (26) em Brasília.   O anúncio da morte foi feito nas redes sociais pela filha dele, a ex-ministra Helena Chagas, que comandou a Secretaria de Comunicação Social no primeiro governo Dilma.

“Amigos, meu pai, jornalista Carlos Chagas, acaba de falecer. Era a melhor pessoa que conheci nesse mundo”, escreveu no Facebook.

Carlos Chagas era um dos nomes mais experientes do jornalismo brasileiro. Formado em Direito pela PUC-RJ, foi professor na Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB) por 25 anos. Ocupou diversos cargos em veículos como O Globo, O Estado de S. Paulo, SBT, Manchete, Rede TV e CNT, entre outros. Nos últimos anos de sua carreira atuou como comentarista político. Também era colunista em 12 jornais.

Ele também era autor de livros, como A ditadura militar e os golpes dentro do golpe: 1964-1969, em que relata o período em que trabalhou como assessor de imprensa da Presidência da República no governo do general Costa e Silva.

Ganhou um Prêmio Esso de Jornalismo por  uma série realizada para a TV Manchete e que  deu origem ao livro “113 dias de angústia” – ambos foram censuradas pelo regime militar. Em 1995, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras.

Chagas também publicou “Resistir é preciso”, uma coletânea de artigos escritos entre 1972 e 1974; “A guerra das estrelas”, de 1985, que aborda as sucessões presidenciais militares; e “Revolução no Planalto”, de 1988, sobre a redemocratização

Helena Chagas disse que o pai sofreu um mal súbito por volta das 6h desta quarta. “Ele já andava tendo de um ano para cá alguns problemas circulatórios, teve esquemia sem sequelas. Hoje foi um mal súbito. Entrou na UTI e estourou um aneurisma de aorta. Com isso, sei que ele não sofreu.”

Segundo ela, sem saber, o pai “convocou” a família para uma última reunião ainda no hospital.
“Ele deu instruções: ‘Tem que pagar meu imposto de renda. O cheque está lá em cima da mesa’. São coisas que uma pessoa diz naturalmente”, descreveu Helena Chagas.

COMUNICADO PUBLICADO PELO SITE ” CONGRESSO EM FOCO” APÓS HELENA CHAGAS, FILHA DO JORNALISTA, COMUNICAR SEU FALECIMENTO.

 

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