PROTESTOS ENFRAQUECEM MICHEL TEMER E SEU GOVERNO

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Presidente perdeu apoio de todas as centrais

Movimento é contra o fim do imposto sindical

Planalto terá de reconstruir diálogo com centrais

Establishment rejeita financiamento sindical

A greve numa véspera de feriado foi oportunista? Sim. Havia motivação política? Sim. E daí? Daí, nada. A adesão foi grande. Em outras paralisações de transporte público, uma multidão de pessoas tentava ir ao trabalho.

Viu-se nesta 6ª feira 1 cenário diverso. Tudo considerado, o efeito foi o pior possível para Michel Temer. O presidente ficou mais fragilizado para se equilibrar no cargo até o fim do mandato.

O QUE AMEAÇA A ATUAL ADMINISTRAÇÃO?

O governo só tem perto 10% de aprovação. Quase nada. O Datafolha está em campo hoje. Atualizará os dados no fim de semana. A agenda de reformas é rejeitada pela população. O Planalto tem sido incapaz de ganhar esse debate. Até porque não é fácil.
O desemprego está na redondeza de 14%. O efeito da recessão ainda não se dissipou. Os projetos para mudar leis trabalhistas e regras da aposentadoria ficarão para o 2º semestre. Como pano de fundo, há as contínuas revelações de delações da Lava Jato e o processo contra a chapa Dilma-Temer no TSE.

Há em Brasília a formação de 1 caldo de cultura propício à teoria do caos –quando 1 movimento mínimo esperado traz mudanças bruscas em tudo que está no seu entorno.

A SAÍDA POSSÍVEL: AMPLIAR A NEGOCIAÇÃO

Depois de ter aderido “con gusto” à agenda de reformas, o presidente da República teria de ensaiar 1 recuo. Precisaria ampliar as negociações. Teria de agregar uma banda do movimento sindical ao seu governo.

No momento, Michel Temer conseguiu unir contra si antípodas como CUT e Força Sindical. Uma possibilidade é ceder e aceitar manter (mesmo que parcialmente) o imposto sindical. Ato contínuo, o Planalto terá de convencer empresários, industriais e banqueiros que essa tática será necessária para salvar algo das reformas.

Não é fácil. A opção é persistir com a estratégia principista e se preparar para ter multidões (patrocinadas pelas centrais) marchando sobre o Congresso e amedrontando deputados e senadores. Há risco considerável de ficar sem reformas. E sem as reformas, Michel Temer torna-se imediatamente dispensável.

HÁ RISCO IMEDIATO DE QUEDA DO GOVERNO?

Não. O establishment é majoritariamente a favor de manter Temer na cadeira. Ele é o operador ideal e o possível neste momento para as “powers that be”. Prometeu entregar reformas consideradas vitais pelos agentes econômicos. Nem Lula nem o PT desejam derrubar o atual presidente. A oposição mira 2018 –é melhor disputar eleições contra alguém enfraquecido no Planalto.

FERNANDO RODRIGUES ” BLOG PODER 360″ ( BRASIL)

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