PAIRAM NUVENS SOBRE A ELEIÇÃO DE 2018, FÓRMULA DE JOSÉ SERRA

1463098736_457786_1463101730_noticia_normal

Haverá eleições presidenciais em 2018?

Até há pouco tempo isso era uma certeza mas convém prestar atenção nos ensaios que estão ar para inviabilizar, postergar ou distorcer o pleito pelo qual os brasileiros esperam como redenção, recolocando na Presidência um governante legítimo e pondo fim ao filme de terror que está em curso na vida real. Até agora não existem regras para a eleição, e o prazo para que sejam aprovadas esgota-se dentro de 40 dias.

E os balões começam a ser empinados, começando pelo do parlamentarismo, que transformaria a eleição presidencial num faz de conta, visto que o país seria governado por um deputado da maioria parlamentar. Neste regime, não importa de que partido seja o presidente eleito. O poder de fato pertencerá ao partido que eleger mais deputados.

Para recordar, em sua primeira eleição, em 2002, Lula obteve 61% dos votos mas o PT elegeu apenas 17% dos deputados. A maior bancada foi a do ….PMDB de Temer, então manda-chuva do partido na Câmara. Se fosse no parlamentarismo, o governo teria sido do PMDB.

Desde abril de 2016, após cada vitória do golpismo – e já foram tantas e tão variadas, sempre no sentido do retrocesso – as forças democráticas e progressistas do país respiram fundo, sacodem a poeira e se agarram a uma esperança: em 2018 haverá eleições gerais, o importante agora é acumular forças para o enfrentamento.

Há algumas semanas, numa entrevista ao jornal Sul 21, falando nessa quase resignação, o cientista político Juarez Guimarães fez uma advertência: “Entre nós e 2018 há um abismo. Se não enfrentarmos a possibilidade do abismo corremos o risco de sermos tragados por ele”. O abismo a que se referia era a possibilidade de não haver eleição, ou de não elegermos um presidente para governar com os poderes do presidencialismo.

Não demorou muito, o golpismo obteve mais uma vitória, com a rejeição da denúncia de corrupção contra Temer, e começaram a falar em parlamentarismo. Esta é uma das formas que o abismo pode tomar.

Se, com a primeira condenação de Lula, sua candidatura tornou-se mais incerta para a esquerda, por outro lado a derrocada do PSDB, que perdeu a unidade, o rumo e o prumo ao apoiar o golpe e o governo de Temer, explicitou a falta de candidatos viáveis do lado de lá. Aécio e Serra estão carbonizados e Alckmin não convence a todos.

As pesquisas indicaram o aumento da probabilidade de uma eleição polarizada entre Lula e Bolsonaro, ou outro nome de extrema direita, como Dória (o que lhe exigiria sair do PSDB). E isso também alimentou o flerte dos centro-golpistas com o abismo.

Quem falou primeiro? Foi Temer, em uma “entrevista da vitória”, diz-se que cumprindo promessa feita ao senador José Serra, de defender a mudança no sistema de governo. “Não seria fora de propósito”, ainda teve ele a petulância de dizer, como se não falasse de casuísmo, de mudança das regras no curso do jogo.

E aí começou a cantilena. A toda hora aparece nos jornais uma declaração colocando o assunto em pauta. No dia 17, o PSDB dedicará todo o seu programa semestral na televisão à defesa do sistema parlamentar de governo. A mudança resolveria dois problemas. O do risco de Lula se eleger, e o da falta de candidatos dos partidos do atual regime.

Em verdade, ele já está em pauta. A emenda 9, do senador tucano Aloysio Nunes Ferreira, hoje chanceler, está na Comissão de Constituição e Justiça do Senado aguardando a designação de relator. O próprio Serra tem interesse no posto. A emenda propõe que o sistema já vigore no Brasil a partir da posse dos eleitos em 2018. Ou seja, o presidente, seja quem for, apenas indicará o primeiro-ministro, escolhendo-o entre os integrantes do partido ou da coalizão majoritária na Câmara.

Por maior que seja a renovação, ninguém tem a ilusão de que venha aí um Congresso progressista. Eleições de deputados são movidas, afora nos grandes centros, pela lógica clientelista e pela força das máquinas partidárias. E com Temer no governo, a máquina que vem sendo azeitada é a do PMDB, que também é o mais capilarizada e tem o maior número de prefeituras. Por maior que seja seu desgaste, tem uma máquina de fazer votos formidável.

Existe, todo mundo sabe, uma grande controvérsia sobre a possibilidade de o sistema de governo ser mudado por emenda constitucional, sem passar por um plebiscito que revogue a opção presidencialista feita pelo povo em 1993. Isso é com o STF mas não é tempo também para ilusões com o Supremo.

É preciso enfrentar, como disse Guimarães, o perigo do abismo. Ele está nos rondando e precisa ser denunciado. Méritos o parlamentarismo tem mas, se adotado como saída casuísta, como em 1961, levará o país a mais um desvão. O atalho de 61, para contornar o veto dos militares à posse de João Goulart, deu no golpe de 64, depois que o presidente recuperou seus poderes num plebiscito e deu seguimento às reformas de base.

Mas o abismo pode tomar ainda outras formas. Inclusive, por impensável que isso possa hoje parecer, a do adiamento das eleições, até que seja aprovada uma “completa” reforma do sistema político. Tantas coisas impensáveis já aconteceram e continuam acontecendo, não sendo “fora de propósito” temer que isso também aconteça.

TEREZA CRUVINEL ” BLOG 247″ ( BRASIL)

MINISTROS DA JUSTIÇA  PROTEGEM JOSÉ SERRA 

Preciado opera com ele desde a Privataria Tucana

Fabio Serapião e Beatriz Bulla ​mostram no Estadão – “PGR diz que ministério trava acordo com a Espanha” – que os ministros da Justiça (sic) do Governo do ladrão presidente – Alexandre Moraes, Osmar Serraglio e o atual, Torquato Jardim – se recusaram a dar andamento a pedido do Ministério Público para deixar a Espanha botar na cadeia o notório Gregório Marin Preciado.

Preciado é personagem de destaque da Privataria Tucana, do Amaury Ribeiro Jr., que descreve como o clã do Careca, o maior dos ladrões, se apropriou da Privataria que tinha o hipócrita do Fernando Henrique Brasif como spalla e maestro.

No caso mais recente, trata-se de uma tentativa da Justiça espanhola de apurar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro que teriam sido cometidos pelo Preciado e sua empresa Iberbras.

O papel dos Ministros (sic) da Justiça (sic), segundo o insuspeito Estadão, é não dar sequência à criação de uma força-tarefa Brasil-Espanha para botar os safados na cadeia.

Como se sabe, no Brasil, a única força-tarefa com permissão para operar livremente é a da Lava Jato, desde que, lá dentro, só petistas e amigos de petistas sejam encarcerados.

Qualquer outro, sabe como é, amigo navegante, não vem ao caso…

Em tempo: segundo o Estadão, o notório Fernando Baiano (maleiro do PMDB e do Cunha) (E da foto) contou que  Preciado (D, em primeiro plano e discreta gravata roxa) “escoou” propina de US$ 15 bilhões de “vantagens indevidas” a funcionários da Petrobras.


Reprodução: Brasil 247

Em tempo2: segundo o Estadão, a assesoria do senador José Serra disse que as relações entre ele e o Preciado são “única e estritamente familiares”. Quá, quá, quá!

Em tempo3: sobre as relações “estritamente familiares” do Careca com o Preciado, veja o que Emiliano José contou sobre uma certa Ilha do Urubu.

PAULO HENRIQUE AMORIM” CONVERSA AFIADA” ( BRASIL)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s