O ADEUS DO HISTORIADOR BRASILEIRO MONIZ-BANDEIRA QUE NARROU O MUNDO ATUAL

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A natureza humana é o conjunto das relações sociais historicamente determinadas, ou seja, um fato histórico verificável, dentro de certos limites, com os métodos da filologia e da crítica. Portanto, a ciência política deve ser concebida em seu conteúdo concreto (e também em sua formulação lógica) como um organismo em desenvolvimento. (GRAMSCI:1999)

Há um mês, lançava simultaneamente duas de suas grandes referências de autor em Portugal, no que se pode caracterizar como a análise mais apurada do momento histórico em que o mundo vive hoje. Geopolítica para alguns ainda é um conceito a se entender. Luiz Moniz-Bandeira o detalhou ainda em 1967, com “O ano Vermelho – Revolução Russa e seus Reflexos no Brasil”.

“A Desordem Mundial” foi lançado no ano passado, pela editora Civilização Brasileira no país, com mais de 600 páginas e, ao contrário do título, muita coerência para entender os tempos atuais. Moniz completava 80 anos quando lançou a obra no Brasil: uma investigação do domínio marcado pelos Estados Unidos, Rússia e outros desenvolvidos da Europa contra o Iraque, a Síria, do outro lado do Mar Negro a Ucrânia, e a Líbia na diagonal do Mediterrâneo.


Com exceção dos pilares EUA e Rússia, Iraque e Síria, à vista de outros cientistas políticos, outras federações no mapa não se conversam em determinados tempos ou contextos. Mas para Moniz-Bandeira sim, e muito. É que o princípio de Gramsci, de que a ciência política não prescinde da própria ciência histórica, une todas as dezenas de obras de Moniz.

Foi naquele ano também, no auge dos seus 80, que o cientista político trouxe ao GGN uma aula de conexões de países, com suas guerras em tempos distintos e histórias individuais, como encaixes logicamente perfeitos em um todo, páginas de um mesmo livro.

Da maneira mais resumida e objetiva possível – características que definitivamente não pertencem às qualidades de Moniz -, nos ensinou “da Primavera Árabe ao Brasil, como os Estados Unidos atuam na geopolítica”. Foi o título da entrevista concedida em quase duas horas, recortada pelo GGN em trechos de alguns minutos.

 

Era uma demonstração da claridade de sua experiência, o que se seguiu até o último mês, quando ainda enviava por e-mail palpites de geopolítica e críticas ao golpe no Brasil. Lançou ainda em outubro deste ano os dois clássicos “A Desordem Mundial” e “A Segunda Guerra Fria” em Portugal.

Era professor ativo na Universidade de Heidelberg e de Colônia, a primeira da cidade onde era radicado e cônsul honorário do Brasil. Com o doutorado em Ciência Política pela USP, percorria também as Universidades de Estocolmo, de Buenos Aires, Córdoba, Brasília e Lisboa. Assim como ele, seus artigos não deixaram de percorrer o mundo, sobretudo pela imprensa alternativa.

Era aonde encontrava espaço para a sua intelectualidade ser correspondida. Não admitia paciência para os meios tradicionais, pelos quais compreendia perfeitamente que, assim como as demais peças, eram parte de um avanço estratégico de interesses de dominação em massa.

Uma das cabeças da Organização Revolucionária Marxista Política Operária (Polop), formada em 1961 ao lado de outros militantes, era amigo de João Goulart, do qual o acompanhou em seu exílio no Uruguai, depois que o golpe derrubou o governo do presidente em 1964.

Nessa trajetória ao lado de Goulart, mergulhou por completo na história da América Latina, conhecendo o ex-presidente do Chile deposto pelo general Augusto Pinochet, Salvador Allende. Foi Moniz um dos primeiros cientistas a obter os documentos da CIA sobre o papel dos Estados Unidos nas ditaduras locais.

Um dos resultados daquele encontro que teve com Allende, nove anos depois deposto, e os documentos da Agência Central de Inteligência norte-americana foi a publicação do livro “Fórmula para o Caos – A Derrubada de Salvador Allende 1970-1973”, publicado no Brasil e Chile simultaneamente em 2008.

A análise inédita do processo que levou à queda do governo democrático de Allende, com a conspiração da CIA com os grupos de extrema direita e com os militares e oposição, não foi recebido com consonância no país ainda arraigado em costumes e culturas herdadas dos 17 anos de ditadura e influência norte-americana.

A Fórmula para o Caos não era só título, foi decifrada por Moniz-Bandeira: era uma estratégia da CIA, aplicada antes em outros países da América Latina, mas que só obteve quase a perfeição no Chile. Baseado no extremo pânico e desordem nacional, a população se sentiria acomodada com a atuação “obrigatória” das forças armadas para evitar uma guerra civil. A visão de Moniz ainda se nota nos receios e temores da população chilena, marcada pelas heranças do período ditatorial.

Com a minha vinda para o Chile, a religiosa fonte em temas de geopolítica abarcou espaço para a amizade. Além dos cotidianos e-mails de palpites dos fatos críticos e de preocupação compartilhada na nossa terra natal, os finais das entrevistas deixavam alguns bons minutos para temas particulares.

Em uma delas, Moniz me pediu que intermediasse a publicação de um de seus livros aqui, “A Segunda Guerra Fria”. Após alguns contatos, as crises econômicas que afetaram as editoras da Argentina mostraram ter contagiado o país fronteiriço. Uma delas ofereceu de fazer a publicação fora da programação fechada pelo ano anterior, mas com um aporte externo.

“Nem pensar”, respondeu, sem titubear, lembrando que em março deste ano saiu a edição em inglês do livro, em agosto passado em alemão, e também na Inglaterra, Austrália e países angófonos. Enquanto o Chile quisesse esperar, a “Segunda Guerra Fria” promovia a terceira edição pelo mundo, assim como “A Desordem Mundial”.

Naquele início de 2017, o Chile já perdia Moniz.

“Quando puderes, me chame por Skype”, dizia Moniz, com a minha arrependida postergação diante da necessidade de livres mínimas três horas de conversa, antes da sempre despedida de “abraço afetuoso”.

PATRICIA FAERMAN ” JORNAL GGN” (BRASIL)

AS OBRAS DE LUIZ MONIZ-BANDEIRA

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O respeitado historiador e cientista político brasileiro Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira, que faleceu nesta sexta-feira, aos 81 anos, em Heildelberg, na Alemanha, de várias obras, publicadas no Brasil e em outros países, inclusive na China, onde suas obras tem tido expressivas edições nos últimos anos; em 2015, foi indicado ao Prêmio Nobel de Literatura pela União Brasileira de Escritores (UBE), em reconhecimento pelo seu trabalho como “intelectual que vem repensando o Brasil há mais de 50 anos”; confira as obras do autor

Moniz Bandeira, era baiano, de Salvador e um cientista político e historiador de grande expressão internacional. A causa de sua morte ainda não foi divulgada oficialmente, mas pode estar associada a problemas cardíacos ou pulmonares. Há pouco mais de uma semana ele trocou mensagens, via email, com o professor João Augusto Rocha, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em que afirmava não estar bem de saúde, sentia pressões no peito e terríveis dores nas pernas devido à polineuropatia. Dado ao sofrimento que as dores lhe provocavam, Moniz Bandeira chegou a considerar a possibilidade de buscar socorro médico, mas, ao sentir melhoras, voltou ao trabalho.

Em declaração ao Portal Vermelho, João Augusto Rocha, cujo livro sobre a morte de Anísio Teixeira seria prefaciado por Moniz Bandeira, afirmou que “perdemos talvez o mais destacado cientista político brasileiro da atualidade, com projeção internacional, em pleno vigor intelectual, perto dos 82 anos de idade. Seu conhecimento sobre o mundo diplomático destaca-se sobretudo pelo extenso e profundo acompanhamento do processo de reciclagem do imperialismo, particularmente em seus ataques sobre o Brasil”. Rocha considera que pouca gente conseguia, tanto quanto Moniz Bandeira, acesso às fontes atualizadas sobre os temas que abordava. O professor da UFBA informou estavam previstos lançamentos de trabalhos seus em Salvador, cuja preparação estava a cargo do Prof. Alfredo da Matta.

O vice-presidente nacional do PCdoB e da União Brasilira dos Escritores (UBE) Walter Sorrentino também falou ao Portal Vermelho sobre a morte de Moniz Bandeira. “Foi um dos grandes intelectuais brasileiros e será reconhecido por muito tempo pela característica de haver sempre pensado o lugar do Brasil no mundo, sua inserção no mundo. Foi um grande patriota, um democrata, homem de ideias avançadas, que acompanhou de perto a trajetória da esquerda brasileira e das forças progressistas”, afirmou Sorrentino.

Da poesia à ciência política

Moniz Bandeira era especialista em política exterior do Brasil e suas relações internacionais, principalmente com a Argentina e os Estados Unidos. Foi autor de várias obras, publicadas no Brasil e em outros países, inclusive na China, onde suas obras tem tido expressivas edições nos últimos anos. Atualmente encontrava-se radicado na cidade alemã de Heidelberg, onde era cônsul honorário do Brasil.

Em 2015, foi indicado ao Prêmio Nobel de Literatura pela União Brasileira de Escritores (UBE), em reconhecimento pelo seu trabalho como “intelectual que vem repensando o Brasil há mais de 50 anos”, segundo o dirigente da UBE, José Maria Botelho.

Em 2016 foi homenageado na sede da União Brasileira de Escritores (UBE), com o grande seminário “80 anos de Moniz Bandeira”, ocasião em que sua extraordinária e abrangente obra foi destacada por importantes personalidades do meio acadêmico, político e diplomático.

Moniz Bandeira, aos dezenove anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde publicou, em 1956, seu primeiro livro, um livro de poemas, intitulado Verticais. Formado em direito, doutorou-se em Ciência Política pela Universidade de São Paulo, com a tese O papel do Brasil na Bacia do Prata, posteriormente publicada como livro, com o título A expansão do Brasil e formação dos Estados na Bacia do Prata.

Enquanto estudava Direito no Rio de Janeiro, trabalhou em importantes jornais como o: Correio da Manhã e o Diário de Notícias. Aos 25/26 anos, Moniz Bandeira publicou seus primeiros livros de ensaio político, intitulado O 24 de Agosto de Jânio Quadros (1961), sobre a renúncia do presidente Jânio Quadros, e O Caminho da Revolução Brasileira, no qual defendeu a tese de que o Brasil já era um país com uma economia capitalista madura, pois esta a produzir e exportar mais bens industrializados que produtos primários e previu o golpe militar de 1964.

Recebeu inúmeras comendas e homenagens, por todo o mundo, e é Professor Ermério da Universidade Federal da Bahia.

Dentre suas obras, destacam-se:

• 2016 – A Desordem Mundial. O Espectro da Total Dominação. Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 644 pp.

• 2013 – A Segunda Guerra Fria. Geopolítica e Dimensão Estratégica dos Estados Unidos. Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 714 pp.

• 2009 – Poética. Rio de Janeiro, Editora Record, 144 pp.

• 2005 – Formação do Império Americano (Da guerra contra a Espanha à guerra no Iraque). Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 854 pp. Obra traduzida e publicada na China e na Argentina.

• 2004 – As Relações Perigosas: Brasil-Estados Unidos (De Collor de Melo a Lula). Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 417 pp.

• 2003 – Brasil, Argentina e Estados Unidos (Da Tríplice Aliança ao Mercosul). Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 920 pp. Obra traduzida e publicada na Argentina.

• 2000 – O Feudo – A Casa da Torre de Garcia d’Ávila: da conquista dos sertões à independência do Brasil. Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 601 pp.

• 1999 – Brasil – Estados Unidos no Contexto da Globalização, vol. II (2ª. revista, aumentada e atualizada de Brasil-Estados Unidos: A Rivalidade Emergente. São Paulo, Editora SENAC, 224 pp.

• 1998 – De Martí a Fidel – A Revolução Cubana e a América Latina. Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 687 pp.

• ______ Brasil – Estados Unidos no Contexto da Globalização, vol. I (Terceira edição revista de Presença dos Estados Unidos no Brasil – Dois Século de História e Brasil. São Paulo, Editora SENAC, 391 pp.

• 1995 – Brasil e Alemanha: A Construção do Futuro. Brasília, Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais / Fundação Alexandre de Gusmão, 697 pp.

• 1994 – O “Milagre Alemão” e o Desenvolvimento do Brasil – As Relações da Alemanha com o Brasil e a América Latina (1949-1994). São Paulo, Editora Ensaio, 246 pp. Obra traduzida para o alemão: Das Deustche Wirtschaftswunder und die Brasilien Entwicklung, Frankfurt, Vervuert Verlag, 1995.

• 1993 – Estado Nacional e Política Internacional na América Latina – O Continente nas Relações Argentina – Brasil. São Paulo, Editora Ensaio, 304 pp; 2ª. ed., 1995, 336 pp. 1995.

• 1992 – A Reunificação da Alemanha – Do Ideal Socialista ao Socialismo Real – São Paulo, Editora Ensaio, 182 pp. 2ª. ed. revista, aumentada e atualizada, 2001, Editora Global/Editora da Universidade de Brasília, 256 pp.

• 1989 – Brasil – Estados Unidos : A Rivalidade Emergente – 1955-1980 – Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 328 pp; 2ª. ed., São Paulo, Editora SENAC, 1999, 224 pp.

• 1987 – O Eixo Argentina-Brasil (O Processo de Integração da América Latina) – Brasília, Editora da Universidade de Brasília, 118 pp.

• 1985 – O Expansionismo Brasileiro (A Formação dos Estados na Bacia do Prata – Argentina, Uruguai e Paraguai – Da Colonização ao Império) – Rio de Janeiro, Editora Philobiblion, 291 pp. – 2ª . ed., 1995, Editora Ensaio /Editora da Universidade de Brasília, São Paulo, 246 pp. 3ª ed., 1998, Editora Revan/Editora da Universidade de Brasília, Rio de Janeiro, 254.pp.

• _____ Trabalhismo e Socialismo no Brasil – A Internacional Socialista e a América Latina – São Paulo, Editora Global, 56 pp;

• 1979 – Brizola e o Trabalhismo – Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 1ª e 2ª edições, 204 pp.

• _____ A Renúncia de Jânio Quadros e a Crise Pré-64 – São Paulo, Editora Brasiliense, 180 pp.
• 1975 – Cartéis e Desnacionalização (A Experiência Brasileira – 1964-1974) – Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 207 pp.; 2ª ,1975; 3ª ed., 1979

• 1977 O Governo João Goulart – As Lutas Sociais no Brasil (1961-1964) – Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 186 pp.; 2ª ed. dezembro de 1977, 3ª, 4ª e 5ª ediçõe 1978; 6ª ed. 1983; 7ª ed. revista e aumentada, 320 pp. 2001.

• 1973 – Presença dos Estados Unidos no Brasil (Dois Séculos de História) – Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 470 pp. 2ª ed., 1979; 3ª ed. São Paulo, Editora SENAC 1998, 391 pp.

• 1967 – O Ano Vermelho – A Revolução Russa e seus Reflexos no Brasil – Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 418 pp.; 2ª ed., Editora Brasiliense, 1980.

PUBLICADO PELO ” PORTAL VERMELHO” ( BRASIL)

MONIZ – BANDEIRA E LEONEL BRIZOLA

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Lamento não ter feito mais cedo o registro da morte, ontem à noite, do advogado, jornalista e cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira, cuja amizade com Brizola -sobreviveu sempre ao fato de serem dois turrões – permitiu-me ter algumas interessantes conversas.

Bandeira, cuja atividade política sempre foi intensa, tornou-se importante por ter escrito um livro clássico sobre os interesses internacionais no país – Presença dos EUA no Brasil – teve, para a minha geração política como cartão de visitas o livro cuja capa reproduzo acima, ao lado de sua foto: Brizola e o Trabalhismo.

Por uma razão muito simples: a minha geração, na faixa dos 20 anos quando houve a anistia, não sabia absolutamente nada sobre a figura do ex-governador gaúcho e menos ainda sobre o (velho) PTB e o trabalhismo.

Todos nós, naquela fase, estávamos ainda dominados pelos pensamentos com que comungavam parte da esquerda marxista e da direita elitista: Getúlio era apenas um ditador e o trabalhismo um populismo manipulador, que se aproveitava do povão. Ah, sim, e Brizola era um fazendeiro e rebelde pequeno-burguês, inconsequente.(Porque será que eu não me espanto quando vejo repetirem bobagens sobre Lula?).

Np livro de Bandeira, lia-se o que era trabalhismo, para Brizola:

“Compreendo o trabalhismo como o primado dos valores do trabalho, a luta contínua para aumentar a participação dos trabalhadores na riqueza social, opondo-se a toda e qualquer forma de exploração do homem pelo homem, de classes sociais por outras classes sociais e de nações por outras nações. Desse modo, o trabalhismo expressa, fundamentalmente, as aspirações de todos os que dependem do trabalho para viver”

O livro de Moniz Bandeira ajudou-nos a descobrir o pré-64 que – exatamente como fazem agora com os anos de progresso que tivemos entre 2006 e 2012, solenemente esquecidos – não existia para nós, jovens. De lá, só vinha a ditadura, a qual, obviamente, detestávamos, porque nada é tão antijuventude quanto uma ditadura e a recíproca, hoje em desuso, era verdadeira.

Lamento que os anos finais de Moniz Bandeira, o baiano cosmopolita , tenham sido angustiados como poucos com o golpe que viu o Brasil viver e mergulhar nesta sombra. Logo ele que , muitas vezes, para mim foi um olhar que iluminava.

FERNANDO BRITO ” BLOG TIJOLAÇO” ( BRASIL)

 

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